30 julho 2011

Cores #2: Sistemas de formação de cores

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Bonito o título do post, né? Vamos lá, continuando com nossa novela sobre cores...
No capítulo anterior, o post "O que é cor?" nos mostrou a forma como enxergamos e percebemos as cores; vimos como a cor está diretamente relacionada com a luz e com a ausência dela. Agora veremos como podemos reproduzí-las e entedê-las melhor. Pra isso, vou falar de dois dos sistemas de formação de cores mais famosos: RGB e CMYK.

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O sistema RGB, baseado no vermelho, verde e azul, forma as cores de forma aditiva, isso é, quanto mais os filtros base se somam, mais próximo do branco chegam. O princípio é puramente matemático; variando porcentagens entre as somas das três cores, chegamos a inúmeras outras cores. O preto é a ausência de cor e o branco é as três cores somadas em porcentagem total, exatamente como vimos na teoria das cores. A apresentação das cores em RGB é padrão em jogos de iluminações, retroprojetores, telas de vídeo e outros emissores eletrônicos de fótons, por ser facilmente interpretada por computadores. Isso é, cada representação de cor estar contida em uma informação de 1 byte.
Se você colocar uma lupa ou seu óculos de 10 graus na frente da sua tela, vai ver que os pixels transmitem cores sólidas. Cada cor dessas é uma informação interpretada pelo computador e reproduzida pela tela.
Outro trunfo do RGB é que as cores podem ser representadas em notação hexadecimal, uma espécie de código muito útil para designers, onde cada uma das mais de 16 milhões de cores é representada por simples seis dígitos. A notação hexademial é habitualmente usada nos editores de imagem, no CSS e HTML além de outras aplicações.


Já no sistema CMYK, tudo é exatamente o contrário do RGB. As cores primárias são fundamentalmente o ciano, magenta e amarelo. O K é o preto, que vamos ver mais à frente porque ele faz e ao mesmo tempo não faz parte desse sistema.


Se o RGB é de síntese aditiva, no CMYK o processo é subtrativo; o pigmento máximo é o preto e a ausência de cor é o branco. Ao invés de haver soma entre as cores primárias, há subtração da cor máxima; isso é, do preto as cores se desmembram até chegar às mais claras e ao branco. Por isso é o sistema perfeito e absoluto para impressão gráfica, já que os pontos mais luminosos são simulados pelo branco do papel.
O espaço de cores do CMYK é consideravelmente menor que o do RGB; por isso, às vezes fazemos trabalhos em cores RGB que saem diferentes na impressão. Quando fazemos um trabalho no modo CMYK, na verdade o programa está somente simulando as cores desse sistema com o RGB.
O K, que representa o preto, está incluso nesse sistema pelas razões óbvias de impressão:
  • O preto que se cria misturando os três pigmentos primários não é puro;
  • Empregar o 100% das tintas ciano, magenta e amarelo produz uma camada que, dependendo do tipo de papel, pode não secar ou ainda romper a folha se muito leve;
  • Os textos imprimem-se geralmente no preto pois incluem detalhes muito finos que seriam complicados de conseguir mediante a superposição de três tintas;
  • O pigmento preto é o mais barato de todos, razão pela que criar negro com três tintas seria muito mais caro.
Uma coisa interessante na impressão em grande escala, que pouca gente nota, é a técnica usada em posters, outdoors e outros meios: a retícula. Retícula nada mais é do que a decomposição da imagem em pontos unicolores, no caso, nas cores fundamentais do CMYK. Eu simulei esse efeito na imagem abaixo pra ficar mais claro, veja e depois clique para ver maior:


O que acontece é uma espécie de ilusão de ótica; como vemos os outdoors de longe, os pontos ficam pequenos e se misturam na nossa visão, fazendo tudo parecer nítido. Mas se olharmos bem de perto, veremos os pontos coloridos, alguns sozinhos, outros misturados... Deu pra entender direitinho o CMYK agora, né? :)

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Aguardem o próximo capítulo! Tá começando a ficar interessante. .-.

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